terça-feira, 22 de dezembro de 2015

https://drive.google.com/file/d/0B_jrBXbihlu8ZzdiNFZ6UUU4QnM/view?usp=sharing

Mosaicos de Áreas Protegidas Palestra: Os Mosaicos como instrumentos de gestão integrada e participativa


Os Mosaicos de Áreas Protegidas são previstos pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), nos termos da Lei Federal 9985/ 2000, em seu capitulo IV:“Art. 26. Quando existir um conjunto de unidades de conservação de categorias diferentes ou não, próximas, justapostas ou sobrepostas, e outras áreas protegidas públicas ou privadas, constituindo um mosaico, a gestão do conjunto deverá ser feita de forma integrada e participativa, considerando-se os seus distintos objetivos de conservação, de forma a compatibilizar a presença da biodiversidade, a valorização da sociodiversidade e o desenvolvimento sustentável no contexto regional.




Em 2002 a Lei do SNUC foi regulamentada pelo Decreto nº 4.340, que trata dos Mosaicos em seu capitulo III e, posteriormente, com vistas ao adequado uso deste instrumento de gestão em toda sua potencialidade a Portaria MMA Nº 482 de 2010, instituiu os procedimentos para seu reconhecimento. Mas sabemos que este marco regulatório ainda contem falhas conceituais e operacionais demandando  um processo de revisão e consolidação.
A partir de 2004, em consonância com o estabelecido pelo SNUC, surgiram as primeiras iniciativas visando a criação de Mosaicos de Áreas Protegidas . Foram desde então reconhecidos formalmente 22 (dezesseis) Mosaicos (Federais e Estaduais) em vários biomas e regiões do país e já foram identificadas aproximadamente cerca de 30 (trinta) propostas de novos mosaicos que vêm sendo desenvolvidas, várias em estágios bem avançados para reconhecimento. Em todas essas iniciativas e instrumentos o “território”, gerido de forma integrada e participativa, é entendido como a base para a sustentabilidade.



Os mosaicos são reconhecidos pelo poder público por meio de ato jurídico, em geral por portaria ou por decreto, indicando sua composição e sua estrutura de gestão (conselho consultivo) com suas representações e número de assentos definidos, contando normalmente em sistema de gestão com uma Secretaria Executiva. Na sua grande maioria, os mosaicos são compostos por Unidades de Conservação e outras Áreas Protegidas que tenham identidade territorial. Estas podem pertencer a qualquer uma das três esferas de governos (federal, estadual e municipal), podem ser de domínio público ou privado, de uso sustentável ou proteção integral, mas devem ter objetivos de conservação legalmente estabelecidos, território delimitado e gestor designado.


Dentre os principais desafios dos mosaicos destaca-se a internalização nos órgãos gestores da importância do Mosaico como instrumento de inclusão social e gestão integrada participativa, ampliando a visão da gestão para além da UC . Outro grande desafio é a institucionalização de instrumentos administrativos e jurídicos de gestão integrada/compartilhada.

Apesar das dificuldades apresentadas nos últimos anos para o setor ambiental em todo o país, o que também refletiu no apoio e implementação dos mosaicos, constata-se em varias regiões a efetividade deste instrumento para gestão integrada e participativa de áreas protegidas e para o fortalecimento  do próprio SISNAMA, o que mantém a Rede de Mosaicos de Áreas Protegidas/REMAP e varias outras organizações motivadas para uma agenda conjunta de fortalecimento e consolidação dos mosaicos brasileiros.
Neste sentido, a REMAP se junta às Reservas da Biosfera do Cinturão Verde e da Mata Atlântica para apoiar  a proposta de Reconhecimento do Mosaico de Áreas Protegidas do Contínuo Cantareira (Serras do Itaberaba, Itapetinga e Cantareira).


          

Autora: Heloisa Dias, Conselheira da RBCV

Rotas do Cambuci

"Tão raro e exclusivo como a biodiversidade brasileira, o Cambuci é fruta símbolo da Mata Atlântica, unindo cultura, gastronomia, turismo e uma nova economia, que mantém a floresta em pé!"

O que é
A Rota do Cambuci chegou em sua 7ª edição em 2015, comemorando o sucesso de uma iniciativa que combina festivais gastronômicos, um arranjo produtivo sustentável, roteiros turísticos e uma rede de pesquisadores. A Rota é um empreendimento do Instituto Auá em parceria com uma dezena de municípios – São Paulo, Rio Grande da Serra, Santo André, Mogi das Cruzes, São Lourenço da Serra, Salesópolis, Paraibuna, Ribeirão Pires, Bertioga e Caraguatatuba – e representa uma grande oportunidade para o resgate da cultura em torno do fruto nativo, a produção agroecológica e o comércio justo.


Objetivo
Resgatar o cultivo e o consumo do Cambuci, fruto nativo da Mata Atlântica, como estratégia de conservação das matas e geração de renda para os produtores da região da Serra do Mar Paulista é o grande objetivo da Rota Gastronômica. Para isso, são realizados festivais associados a atividades culturais, turísticas e de lazer nas cidades. Além disso, a Rota promove a organização dos produtores e diversificação de cultivos com geração de renda. Os mesmos parceiros participam também de um Roteiro Turístico que trabalha de forma integrada o potencial dos atrativos locais relacionados ao Cambuci.
Público
Agricultores familiares do entorno da Serra do Mar, municípios integrantes da Rota do Cambuci, população paulista em geral.
Resultados
A Rota do Cambuci vem fomentando o cultivo agroecológico, o respeito à identidade local e a valorização cultural. Além disso, o fruto já conquista mercados diferenciados, a exemplo de estabelecimentos paulistanos e receitas desenvolvidas por chefs renomados à base Cambuci, com crescente reconhecimento de seu valor para a saúde e o meio ambiente pela sociedade.
A Rota também inseriu-se recentemente no Plano de Ação da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo (RBCV).
Fonte: Instituto Auá de Empreendedorismo Socioambiental


Saiba mais

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Equipe da RBCV recebe reforços...




A equipe da RBCV, com Rodrigo Castanho e as estagiárias, Alessandra Silva,
 Lais Leite e Adriana Quaini






recebem, da direita para esquerda, Ivonete dos Santos, Marinez Valentin e Malu Gandra, para reforçar o importante trabalho da RBCV.




Elaine, a Coordenadora da RBCV,  ficou muito feliz, uma vez que a agenda de trabalho é intensa e o perfil das novas técnicas, que atuaram por anos na Fundação Prefeito Faria Lima- Cepam, instituição extinta pelo atual governador, em dezembro desse ano,  em muito agregará à missão da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde.


Ivonete e Marinez  já realizaram visitas de campo e, agora, com Malu,  encontram-se envolvidas em várias atividades.

Desejamos que a missão da RBCV  se fortaleça ainda mais em 2016!
  

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Trilha da Cachoeira - Núcleo Engordador

Parque Estadual da Cantareira

Apesar do nome estar no singular, a Trilha da Cachoeira possui três quedas d’água em seus três quilômetros de extensão: a Cachoeira do Tombo, a Cachoeira do Engordador e a Cachoeira do Véu. Localizada no Núcleo Engordador do Parque, essa trilha é autoguiada e inicia-se na área de piquenique superior em que, após 800 metros de caminhada por uma antiga estrada, ganha ares de trilha propriamente dito.
No trecho de caminhada até a Cachoeira do Tombo, chama a atenção a presença de samambaia-açu, bromélias, cedros, uma grande embaúba em que é preciso cerca de seis pessoas para abraçar a base de seu tronco.
À esquerda da trilha, a vista da Represa do Engordador completa a paisagem. Para os amantes da fauna, a presença de preguiças, macacos-sauá, bugios e aves como picharros, sabiás e tiês-pretos é constante.
Das três cachoeiras, a do Engordador com seus 18 metros é a mais alta. As demais possuem aproximadamente 10 metros. A Trilha da Cachoeira é circular, tem três quilômetros e termina na portaria do Núcleo.


Ficha Técnica

Parque Estadual da Cantareira – Núcleo EngordadorLocalização: Município de São PauloEndereço: Av. Cel. Sezefredo Fagundes, 19.100
Distância: 10 km da Praça da Sé
Acesso: Rod. Fernão Dias, Km 79 – sentido SP/BH.
Entrar na alça de acesso para a av. Cel. Fagundes, sentido
Mairiporã – próximo à Pedreira Itacema
Extensão: 3 km (circular) (ida e volta)
Perfil altitudinal: 844m → 895m
Percurso: 1 hora e 30 minutos
Piso da Trilha: terra, cascalho
Características ambientais: Floresta atlântica de planalto

Trilha: 
autoguiada, nos finais de semana, e monitorada de 3ª.a 6ª (exceto feriados), período letivo escolar. Pré-agendamento no início do semestre.
Como agendar: pec.engordador@fflorestal.sp.gov.brFone: (11) 2995-3254
E-mail: monitores.cantareira@gmail.com
Horário da trilha: das 08h30 às 15h30
Horário da Parque: das 08h00 às 17h00
Horário ao público: das 08h30 às 16h15
Município: São Paulo Endereço: : Av. Cel. Sezefredo Fagundes, 19.100Acesso: Rod. Fernão Dias, km 79 – sentido SP/MG. Entrar na alça de acesso para a Av. Cel. Sezefredo Fagundes, sentido Mairiporã – próximo à pedreira Itacema.Fone:(11) 2995-3254 E-mail: pec.engordador@fflorestal.sp.gov.brSite: Parque Estadual da CantareiraHorário da trilha: das 08h30 às 15h30





quinta-feira, 19 de novembro de 2015

13ª Reunião do Bureau do Conselho de Gestão da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo

A 13ª Reunião do Bureau do Conselho de Gestão da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo (CG-RBCV) aconteceu no dia 12 de novembro de 2015, com inicio ás 14:30 e término por volta das 17:15 com a presença dos conselheiros e observadores constantes. A reunião ocorreu na Casa das Reservas da Biosfera. Localizada no Parque Estadual Alberto Loefgreen.
Foram discutidos e encaminhados os seguintes temas:





1 – Aprovação da Memória da 12ª Reunião por unanimidade.

2 – GT – Recursos Hídricos: informes e deliberações sobre o Grupo de Trabalho formado para realização de evento sobre recursos hídricos, que ocorrerá em 2016.

A formatação do referido evento ainda está em discussão, porém foi definido que o foco temático será Áreas de Proteção e Recuperação de Mananciais, com sugestão de uma palestra inicial sobre o tema para nivelamento do conhecimento entre os participantes, em seguida um mesa de debates formada por representantes dos municípios e sociedade civil com a apresentação de casos ou experiências desses órgãos na gestão de recursos hídricos em seu território. Para a segunda parte do evento está sendo programado um work shop, visando a sistematização deinformações relativas aos recursos hídricos por região / município.

3 – Carta ao Governo do Estado / Crise Hídrica:

Está sendo elaborado um documento para envio ao Governador do Estado, visando principalmente o reconhecimento do recorte geográfico da RBCV no planejamento das políticas públicas estaduais e solicitação para participação da RBCV em fóruns existentes relacionados à gestão ambiental ou políticas ambientais de seu território

4 – Definição da Pauta da 8ª Reunião Plenaria do Conselho de Gestão da RBCV a ser realizada em 17/12/2015

5 – Plano de ação da RBCV: também foram realizados informes e encaminhamentos referentes ao andamento das ações contidas no referido plano, sob responsabilidade dos conselheiros e colaboradores da RBCV.

6 – Palestra inicial da 8ª Plenária: Ficou decidido que, pela complexidade do tema, a necessidade de uma segunda palestra de contraponto, e a extensão da Pauta programada para esta reunião, o tema APA Livre de Transgênicos ficará transferida para o próximo ano, em substituição teremos uma palestra sobre Mosaicos de Unidade de Conservação, com duração máxima de 40 minutos a ser proferida pela Sra. Heloisa Dias, representante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

7 – Participação da RBCV no Congresso Mundial de Reservas da Biosfera: Congresso Mundial de Reservas da Biosfera, que acontecerá em Lima, Peru, de 14 a 17 de março de 2016. O Congresso tratará de questões relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, incluindo a educação para o desenvolvimento sustentável, a viabilidade econômica dos sistemas de conservação da natureza, a biodiversidade e a proteção e o uso sustentável dos recursos naturais.

8. – Informe sobre a situação atual da edição do Livro sobre Serviços Ecossistêmicos da RBCV;

9 - A aluna Bruna estudante de Jornalismo da USP, apresentou o tema do seu Trabalho de Conclusão do Curso - TCC, que consiste na proposta de desenvolver um vídeo documentário sobre a RBCV, com foco em Serviços Ecossistêmicos. A RBCV prestará apoio na orientação do trabalho.





quinta-feira, 20 de agosto de 2015

9º Seminário de Iniciação Científica do Instituto Florestal

Entre o dia 4 e 6 de agosto foi realizado a nona edição do seminário de iniciação cientifica do instituto florestal. O evento expõe o resultado dos trabalhos dos bolsistas de iniciação científica sob direção do corpo técnico da instituição e contou com a participação de técnicos da capital e do interior do Estado de São Paulo.
O PIBIC é o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, financiado pelo CNPq, cujo objetivo principal é despertar vocação científica e incentivar talentos potenciais entre os estudantes, mediante participação em projeto de pesquisa, orientados por pesquisador qualificado. As cotas concedidas anualmente são administradas pelas próprias Instituições participantes, sob a supervisão do CNPq. Alunos do Programa de Jovens – Meio Ambiente e Integração Social (PJ-MAIS) também participaram do nono seminário de iniciação cientifica
Ao todo o IF possui 20 bolsistas de graduação e 20 bolsistas de ensino médio. Foram apresentados oralmente 20 projetos por bolsistas de graduação do Programa e 38 na forma de painéis, 26 sendo por estagiários da instituição e 12 por bolsistas do ensino médio.
Ao final do segundo dia de evento, foi realizada a avaliação das apresentações pelos membros do Comitê Externo. Os painéis foram avaliados pelo Comitê Interno do Instituto Florestal. Foi unânime a avaliação positiva com relação à qualidade dos trabalhos, principalmente os estreantes do ensino médio. Veja a lista de dos premiados abaixo.
No terceiro dia de evento, foi oferecida aos estudantes, uma programação de mini cursos ministrados por pesquisadores da instituição. (Fonte: Instituto Florestal http://iflorestal.sp.gov.br/)


APRESENTAÇÃO ORAL – Bolsistas CNPq de Graduação
1º Lugar: Maria Gabriela Kiss Cornia
“COMUNIDADE ARBÓREA DE FLORESTA COM ARAUCÁRIA EM SÃO FRANCISCO DOS CAMPOS DO JORDÃO, SERRA DA MANTIQUEIRA, MINAS GERAIS”

Orientação: Natália Macedo Ivanauskas

2º Lugar: Matheus Colli-Silva
“OCORRÊNCIA DE ESPÉCIES DE PLANTAS AMEAÇADAS NAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO”
Orientação: Flaviana Maluf Souza


3º Lugar: Juliana Aparecida Moureira
“POTENCIAL DAS MADEIRAS DE Libidibiaferrea (MART. EX TUL.) L.P.QUEIROZ E Poincianella pluviosa(DC.) L.P.QUEIROZ NA FABRICAÇÃO DE ARCOS PARA INSTRUMENTOS DE CORDA”
Orientação: Eduardo Luiz Longui

PAINEL – Estagiários – Ensino Superior

1º Lugar: Alessandra Maria Carvalho da Silva e Laís da Silva Leite
“UNIDADES DE CONSERVAÇÃO EM SÃO PAULO E A IMPLEMENTAÇÃO DA META 11 DE CONSERVAÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA”
Orientação: Elaine Aparecida Rodrigues

                                  

2º Lugar: Wellington Moreira Ferreira
“PORCENTAGEM DA ÁREA DE VASOS AO LONGO DOS ANÉIS DE CRESCIMENTO DE Annonacrassiflora MART.”
Orientação: Sandra Monteiro Borges Florsheim


3º Lugar: Juraci de Andrade Barbosa
“VARIAÇÃO RADIAL DA DENSIDADE APARENTE DA MADEIRA DE Eucalyptusviminalis var. Juss (Labill).”
Orientação: Israel Luiz de Lima


PAINEL – Bolsistas CNPq – Ensino Médio
1º Lugar: Gabrielli Lima da Silva, Luana De Carvalho Silva, GrasielyRafanini da Silva e Bruna Almeida
“VOCÊ JÁ VIU ESSE SIMBOLO EM ALGUM LUGAR?”
Orientação: Elaine Aparecida Rodrigues


2º Lugar: Alexia Santos Castilha, Aliane de Oliveira Lima, David Oliveira de Souza, Denise Gomes Souza, LorraineKarissiaLeoncio Portugal, Moniele Cardoso de Moura e Tais de Assunção Silva
“RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS EM PARELHEIROS, SÃO PAULO”
Orientação: Elaine Aparecida Rodrigues

3º Lugar: Bianca Alves de Góes
“CONSEQUÊNCIAS DA URBANIZAÇÃO PARA O RIBEIRÃO DOS CRISTAIS, CAJAMAR-SP: A RENATURALIZAÇÃO COMO PROPOSTA DE INTERVENÇÃO.”
Orientação: Edgar Fernando de Luca